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| Windsurf - 06.01.2010 |
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WINDSURF
Por: Deise Maia Windsurf nada mais é do que a prática do surf com a utilização do vento (wind em inglês), ou seja, é o ato de surfar utilizando-se a força do vento em uma prancha a vela. O windsurf conhecido também por windsurfe ou prancha a vela, é uma modalidade olímpica que surgiu em 1963 quando o casal Newman e Naomi Darby tiveram a idéia de desenvolver o primeiro protótipo do que viria a ser uma prancha a vela. Devido ao alto custo de fabricação dessas novas pranchas, o casal abandonou a idéia sem mesmo patenteá-la. Foi então que, quatro anos mais tarde, os amigos Hoyle Schweitzer (surfista e empresário) e Jim Drake (engenheiro aeroespacial) resolveram unir definitivamente as características do surf e do velejo e assim possibilitar o esporte em lagos e praias sem ondas. A partir de 1968, após patentear o equipamento batizado de windsurf, o esporte começou a se desenvolver. O sucesso foi tão grande que em 1984 o esporte passou a fazer parte dos Jogos Olímpicos. O primeiro nome de peso do windsurf internacional foi o norte-americano Roby Naish. Pentacampeão mundial, Roby foi o grande responsável pela divulgação do windsurf competitivo nas praias de todo o mundo. Já aqui no Brasil, o esporte teve sua primeira aparição através do paulista Fernando Germano que trouxe a primeira prancha de windsurf para o país. Hoje, o esporte é regulado pela Professional Windsurfer`s Association (PWA) que é a entidade responsável por organizar as competições mundiais, enquanto no Brasil a regulamentação dos campeonatos nacionais ficam sob responsabilidade da Confederação Brasileira de Vela e Motor e a Associação Brasileira de Windsurf, todas seguindo normas da International Sailing Federation (ISAF) que é a entidade máxima de vela no mundo. Conheça agora os equipamentos necessários, também chamado de “rig”, para a prática do esporte: VELA – de vários tipos e tamanhos, a vela é como se fosse um “motor”, pois é a responsável por captar o vento e impulsionar a prancha. Em geral, medem entre 3 e 12,5 metros quadrados; PÉ DE MASTRO – equipamento utilizado para prender a vela na prancha; MASTRO – arma e sustenta a vela na posição vertical, ou seja, faz com que ela fique aberta proporcionando a captação do vento; RETRANCA – mantém o formato da vela e ajuda o windsurfer (praticante do windsurf) a direcioná-la; EXTENSORES – equipamento que serve para manter a vela esticada na medida certa; ALÇA – é por onde o praticante prende o pé na prancha facilitando o equilíbrio, principalmente quando se está em alta velocidade; QUILHA – também é um equipamento que fica localizado na parte de baixo da prancha e ajuda a direcioná-la; TRAPÉZIO – é uma espécie de “cadeirinha” feita de cordas usada para prender o velejador ou windsurfer à vela, assim ele pode usar o seu próprio peso para controlar a vela e não se desgastar tanto; PRANCHA – a prancha utilizada no windsurf é muito semelhante às pranchas de surfe, diferenciam-se apenas pelo tamanho e formato que podem variar bastante. Hoje, co nhecidas como “funboards”, elas são divididas em: longas (que medem acima de 3,5 metros), médias (medem entre 3 e 3,5 metros) e pequenas (com tamanho inferior a 3 metros). As pranchas longas andam bem contra o vento, são fáceis de velejar em ventos fracos, porém difíceis em ventos fortes. Já as pranchas pequenas não andam bem contra o vento, são difíceis de velejar em ventos fracos, mas mandam muito bem em ventos fortes. Normalmente as pranchas modernas vêm com bolina retrátil (cabo que sustenta a vela do barco, dando-lhe a obliqüidade conveniente para que o vento incida melhor) que auxilia a navegação contra o vento.
Há quem se engane com o windsurf por achar que é um esporte calmo, típico de verão e sem grandes emoções, onde o praticante apenas se deixa ser levado pelo vento. Você pode até achar que velejar de prancha é fácil, mas não é. Basta procurar saber um pouco mais sobre o windsurf para descobrir um esporte tão radical quanto o surf. Seu grande desafio é conciliar o movimento da vela com a direção da prancha. Planar sobre as águas pode parecer difícil à primeira vista, mas os equipamentos modernos disponíveis possibilitam um rápido aprendizado, principalmente se o aprendiz estiver assistido por escolas capacitadas para tal fim. Equilibrar sobre a prancha e ao mesmo tempo controlar sua direção com o peso de seu corpo e o movimento da vela é bastante difícil e requer prática. Mas quando conseguir fazer tudo isto, já estará apaixonado pelo esporte que desperta emoções tão radicais quanto suas manobras. Em caso de ondas e ventos mais fortes com velocidades altíssimas pode-se fazer manobras ainda mais radicais cuja adrenalina vai a mil. Veja algumas delas: AERO JIBE – consiste em seguir posicionado quase perpendicular em relação ao vento, onde o velejador salta (usando uma onda ou marola) com os pés ainda fixos às alças girando a prancha em 180 graus e a vela ainda no ar; BACK OU FRONT LOOPING – nesse tipo de manobra, o velejador lança sua prancha à parede da onda em alta velocidade, ou seja, vai de encontro à onda e dá um grande salto. Quando faz isso, o velejador projeta a prancha no ar e gira 360 graus para frente ou para trás; BATIDA – é quando se lança a prancha e a vela contra a crista da onda (ponto mais alto da formação da onda), assim o velejador é jogado de volta a base da onda por sua crista, favorecendo a execução de novas manobras; BATIDA 360 GRAUS - além de bater na crista da onda, deve-se desgarrar dela para que possa ser executado um giro de 360 graus, seguindo o mesmo sentido que estava antes da batida; BODY DRAG – é quando o windsurfer tira os pés da prancha, ou seja, retira os pés das alças e coloca-os na água, retornando em seguida; BORDO – é o ato de mudar de direção fazendo uma curva contra o vento; CLEW FIRST – é fazer manobras com a vela invertida, onde o anel metálico onde amarra os cabos fica mais próximo da proa (parte da frente da prancha); FOOT LOOP – é a manobra em que se dá uma volta completa no ar (loop) com um dos pés fora das alças, ou seja, sem tocar na prancha; PUSH LOOP – é quando o velejador com sua vela dá uma volta completa no ar, para trás e contra o vento; JIBE – é o oposto ao BORDO, pois consiste em mudar de direção fazendo uma curva a favor do vento; JUMP JIBE – é quando o velejador passa a vela para o outro lado através de um salto usando uma marola ou onda; LAYDOWN JIBE – consiste em fazer uma curva de 180graus com a vela paralela à água, neutralizando o vento.
O windsurf não é apenas um esporte cheio de manobras e visualmente bonito. Hoje, como esporte olímpico, ele é respeitado e bastante popular no mundo; por isso foi dividido em categorias cada uma com a sua peculiaridade. São basicamente três categorias principais: Neylpride RS:X – é a categoria mais moderna, criada em 2004 após as Olimpíadas de Atenas a fim de substituir a MISTRAL. É a categoria oficial de windsurf que foi usada nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Foi desenvolvida uma prancha com desenho mais moderno e que atinge velocidades mais altas, onde os homens usam vela de tamanho 9,5 metros quadrados e as mulheres 8,5 metros quadrados. Este equipamento desenvolvido recentemente é mais arrojado e permite velejar em qualquer tipo de vento e ondulação, por esse motivo foi escolhida como categoria olímpica onde todos utilizam exatamente o mesmo material e os mesmos tipos de equipamentos. WAVE (ondas) - é a modalidade mais radical do windsurf em que o velejador é livre para escolher qual o tipo de equipamento quer usar, sendo na sua maioria pranchas e velas bem menores que as usadas na RS:X. Nesta categoria o que vale são as manobras radicais executadas durante um período de tempo que em média possui 5 juízes para julgá-las. Este tipo de competição pode ser realizada tanto no mar (wave) como em lagoas (freestyle), porém sendo necessário ventos fortes para a realização da prova. FÓRMULA (velocidade) – é uma competição de velocidade determinada por bóias em que o tipo de equipamento e material são importantíssimos, pois deles dependem a desenvoltura do atleta. O material mais utilizado neste tipo de prova é a fibra de carbono, mas o tipo de material fica a critério de cada competidor. Nesta categoria, quanto mais alto for o velejador maior velocidade ele adquire podendo alcançar mais de 80km/h. È necessário, porém, que haja ventos médios ou fortes para a realização da competição.
Essas categorias se dividem em subcategorias com provas e equipamentos específicos como: FREESTYLE – nesta categoria, as competições podem ser realizadas em lagos ou mares sem muita onda na qual vence o windsurfer que fizer as melhores e mais radicais manobras. As provas do freestyle são decididas em baterias (etapas) pelos juizes, como no surfe. As pranchas geralmente são curtas, porém largas com bordas arredondadas e velas que medem entre 5 e 7,5 metros quadrados, o que permite uma rápida aceleração; MISTRAL – era a categoria olímpica até a criação da Neylpride RS:X (2004). Na categoria mistral, todas as pranchas usadas pelos competidores devem ser iguais (padrão), na qual a habilidade e técnica do competidor é o que define o resultado. As pranchas devem ter 372 centímetros e a vela 7,4 metros quadrados; FÓRMULA WINDSURFING – é uma categoria disputada em regatas (etapas) em que o espaço utilizado para o percurso deve ser quadrado, possibilitando que o competidor veleje em tipos de situação diferente como: popa (frente), contra o vento ou lateralmente. Cada velejador pode inscrever uma prancha com largura máxima de 105 centímetros e peso mínimo de 8,5 quilos e três velas para a competição acima de 8,5 metros quadrados; WAVE – assim como no surf a categoria wave é disputada nas ondas, na qual as manobras e performances de cada competidor são avaliadas por juizes que decidem a pontuação e classificação de cada competidor. Para isto são usadas pranchas pequenas com bordas arredondadas feitas especificamente para este tipo de prova em que há muitas manobras. As pranchas medem entre 245 e 280 centímetros e as velas entre 3 e 6,5 metros quadrados. Cheia de manobras e muita velocidade, este tipo de competição tem a traído muito público para as praias; INDOOR – é um tipo de competição que ocorre em piscinas, ou seja, em lugares fechados onde são utilizados grandes ventiladores em suas bordas para produzir vento. Este tipo de competição pode ser realizada utilizando-se bóias para contorno ou rampas para a execução de saltos; RACEBOARD – é uma das categorias mais tradicionais deste esporte. Nesta modalidade as pranchas não são padronizadas, mas possuem restrições. As velas, por exemplo, não podem ultrapassar 7,5 metros quadrados e as pranchas devem ter em média 380 centímetros. Essa categoria é subdividida de acordo com o peso de cada velejador: para competidores com menos de 70 quilos tem-se a subcategoria raceboard leve, para aqueles que pesam acima de 75 quilos tem-se a raceboard pesado, já para os atletas que possuem ente 70 e 75 quilos fica a critério escolher em qual categoria quer competir; FREERIDE – esta categoria é apropriada para quem está iniciando no esporte, pois engloba equipamentos mais baratos, resistentes e que não são específicos para um determinado tipo de prova podendo ser usado em qualquer tipo de modalidade; SLALON – consiste em contornar bóias durante um percurso pré-determinado, geralmente no formato da letra W, ou seja, fazendo zig-zag na água. Nesta categoria os equipamentos e a habilidade do atleta é o que determina a vitória, portanto, deve-se iniciar a prova da melhor forma possível, adquirindo velocidade. As provas de slalon só acontecem com ventos acima de 12 nós (nós é a unidade de medida de velocidade equivalente a uma milha náutica por hora, ou seja, 1.852 m/h), com pranchas leves e velas pequenas, normalmente inferiores a 6,5 metros quadrados; COURSE RACING - a habilidade conta muito neste tipo de prova já que todos possuem o mesmo tipo de equipamento. As pranchas são mais largas e as velas maiores; vence quem for melhor e mais rápido; SPEED – é um tipo de prova que acontece em águas calmas, sem ondas, com velocidade dos ventos acima de 25 nós e com pranchas pesando cerca de 4 quilos, vencendo quem realmente for o mais rápido.
O windsurf como em vários outros esportes requer atenção e cuidado a fim de se evitar acidentes. Praticar com responsabilidade, dentro das normas de segurança e principalmente respeitando os próprios limites é fundamental para a uma prática segura. Para quem quer iniciar no e sporte é recomendado que se tenha um instrutor especializado e que seja de confiança e que saiba passar todas as técnicas necessárias à prática, assim como também assegurar o aprendizado da forma mais correta possível. Mas para quem já conhece o surf ou a técnicas de velejo fica mais fácil, pois o windsurf é exatamente a junção dos dois esportes – o que o torna ainda mais radical. É recomendado para crianças a partir dos 8 anos de idade, pois é a idade em que já se tem mais atenção e discernimento do que pode ou não fazer e como fazer corretamente. Dicas como não velejar sozinho e usar coletes salva-vidas de baixa flutuação são importantes para a prática do windsurf sem conseqüência de maiores riscos. Além de ser um esporte que desperta a adrenalina e a sede de aventura, o windsurf proporciona a prática do exercício físico desenvolvendo a resistência muscular de pernas, braços e costas. Depois de saber tudo isto ficou com vontade de pegar a prancha, montar a vela e sair velejando pelo mar? Então procure o lugar mais próximo e boas ondas. Aqui no Brasil há vários lugares para a prática do windsurf, além de contar com belas paisagens como o Lago Paranoá (DF), Rio de Janeiro, Bahia, Ilha Bela (SP), Santa Catarina e Jericoacoara (CE), onde as condições do vento e de velejo são bastante favoráveis. As praias do nordeste brasileiro são as que possuem as melhores condições para a prática do esporte onde venta o ano todo, não por acaso é o local escolhido para sediar a etapa brasileira do Campeonato Mundial de Windsurf. Fontes: www.cbvm.org.br www.jeri-brazil.org www.ambientebrasil.com.br www.guiafloripa.com.br www.acw.org.br www.bimbawind.com.br www.360graus.com.br www.oradical.com.br www.comotudofunciona.com.br
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